Empresário suspeito de dar calotes em clientes de buffet é preso em Assis

Rodrigo de Moraes estava foragido na casa de parentes na cidade de Jacupiranga, no Vale do Ribeira.

Por Redação 27/04/2018 - 09:03 hs

O empresário Rodrigo de Moraes, suspeito de dar calotes em clientes do buffet que administrava em Assis (SP), foi preso na manhã desta quinta-feira (26) durante uma ação conjunta das equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e DISE.

Segundo informações da Polícia Civil, Rodrigo estava foragido na casa de parentes na cidade de Jacupiranga, no Vale do Ribeira. Ele estava trancado dentro de um quarto, dormindo, quando foi surpreendido pelas equipes policiais.

Ainda segundo a polícia, ele não ofereceu resistência à prisão. Ele foi encaminhado para Assis, onde ficará detido na penitenciária da cidade.

Rodrigo de Moraes é empresário do ramo de festas e eventos, dono de um buffet, e é suspeito de firmar contratos de festas e eventos, não realizá-los, e não devolver o dinheiro aos clientes. No total são 27 casos de estelionatos praticados na cidade.

No final do ano de 2016, um casal de noivos foi vítima da empresa e teve que reorganizar a festa em menos de 10 horas. O buffet de Rodrigo foi contratado um ano antes pelo casal e avisou de última hora que não poderia fazer a festa.

Os noivos pagaram mais de R$ 16,2 mil por um serviço que nunca foi realizado. A festa ainda teve que ser levada pra outra cidade onde tinha um salão disponível.

No mesmo ano, estudantes que contrataram a empresa para a realização da formatura também foram vítimas do calote. Eles pagaram R$ 68 mil pela festa de formatura. Planejaram durante dois anos, mas só souberam que a empresa não cumpriria com o combinado dois dias antes da formatura.

Na época, o advogado da empresa, Jesualdo Almeida Júnior, explicou que o buffet não cumpriu os compromissos por falta de dinheiro.

"A empresa passou por uma crise financeira que não é exclusiva dela, ela se descapitalizou e hoje ela não tem condição de cumprir os contratos assumidos. Não há condição mais nenhuma de atender os compromissos assumidos. Nós estamos tomando conhecimento de qual é realmente a extensão do problema e há uma perspectiva de escalonamento dessas dívidas para pagamento futuro. Hoje, é impossível pensar em qualquer tipo de pagamento", afirmou.

Depois destes casos, Polícia Civil inicou uma investigação e outros casos semelhantes foram associados ao empresário. O G1 e a TV TEM tentaram novo contato com o advogado, mas não obtiveram retorno.