Candidato à prefeitura de Bariri é investigado por suspeita de compra de votos

Candidato à prefeitura de Bariri é investigado por suspeita de compra de votos

Segundo a polícia, Leoni Neto (PSDB) teria sido filmado na última terça-feira (29) entregando R$ 100 para um homem

Por G1 / TV TEM 01/06/2018 - 11:55 hs

m dos candidatos a prefeito de Bariri (SP) nas eleições suplementares deste domingo (3) é investigado por suspeita de compra de votos. Um boletim de ocorrência foi registrado nesta quarta-feira (30) contra Leoni Neto (PSDB). O candidato não foi localizado pela reportagem para falar sobre a investigação.

Segundo a polícia, Leoni Neto apareceria em uma gravação feita na última terça-feira (29) à noite entregando R$ 100 para um homem que pediu dinheiro para transportar eleitores e fazer um churrasco. Uma mulher que estava com esse homem teria feito a filmagem.

Um inquérito policial foi aberto para investigar a suspeita de crime eleitoral, que também vai ser investigada pelo Ministério Público. Já a Justiça Eleitoral abriu uma investigação judicial eleitoral que foi apresentada pela chapa adversária de Leoni.

O resultado dessa investigação pode mudar o resultado das eleições deste domingo. Isso porque, se for condenado pelo crime eleitoral, Leoni pode ficar inelegível e caso seja o candidato eleito não poderá assumir a prefeitura.

Leoni foi candidato e também venceu as eleições em 2016, mas sua chapa teve o registro indeferido pela Lei da Ficha Limpa, já que o candidato a vice-prefeito, Benedito Mazotti, havia sido condenado pela Justiça por desvio de remédios da rede pública na época em que era prefeito da cidade.

Além de Leoni Neto, Airton Pegoraro (MDB) concorre às eleições deste domingo. A prefeitura de Bariri vem sendo comandada atualmente por Vagner Matheus Ferreira (PSD), presidente da Câmara. Ele é o segundo prefeito interino da cidade em menos de dois anos.

Em janeiro de 2017, Paulo Araújo de Barros (PSDB) assumiu a prefeitura por ter sido eleito o presidente da Câmara após a chapa eleita ter sido impugnada. Em abril deste ano, porém, Paulo Araújo foi preso suspeito de estuprar uma menina de 8 anos em Bauru (SP).

Após a prisão, Araújo foi expulso do PSDB, afastado das funções e pode ter o mandato de vereador, para o qual foi eleito, cassado. Ele permanece preso na Penitenciária de Tremembé e o caso corre em segredo de Justiça.